“Meu vizinho viu, a caravana do Tatuapé viu, o Roque viu e disse que é muito bom!!!!”

É assim que me sinto em relação a esse novo sucesso (?) do cinema brasileiro.

Fui ver cheio de espectativa afinal, tem o Selton Mello, é uma história sobre drogas (brasileiro se dá bem falando da violência, né não?)…

Depois de uma loooooooooongaaa história fiquei pensando como o brasileiro pode se alienar tanto com o marketing cinematográfico do nosso cinema.

Quer fazer um filme de sucesso do cinema nacional? Eis os passos:

1. Pegue um Selton Mello ou um Matheus Natchergaele ou o “recente” Wagner Moura para o papel principal. Nem precisa pedir para atuarem bem, o próprio nome já vai garantir a renda;

2. Uma parceira gostosinha vai ajudar, pode ser Cléo Pires ou Juliana Paes mas eu aconselho inovar (!): pegue alguma ex-bbb que o sucesso vai vir dobrado! Aqui nem precisa pedir para não atuar bem, a grande maioria já sabe como fazê-lo;

3. Contrate um roteirista e peça para falar sobre drogas, violência, favelas e/ou pobreza. Detalhe: não pode ser muito discreto. Se vai mostrar a morte é para mostra a MOOOORTE, se vai falar de drogas, nada de pouca coisa, vamos encher o set de farinha;

4. Contrate qualquer diretor de novela das 7 ou das 8. Não vale ser de série brasileira (aí o filme já vai ter muiiiiiiiiita qualidade e pode ser chamado de cult). Ele vai ser encarregado de fazer aqueles closes “discretos” e montar aquelas trocas de cenas que a gente já anda bem acostumado…;

5. Pensou na trilha sonora? Nem pense. Deixe com o diretor, ele se encarrega da fotografia e das músicas e efeitos sonoros (afinal, clichê é com eles mesmo!);

Ah, existem mais passos mas este é um post para falar sobre “Meu Nome Não É Johnny”. Um filme que eu, de fato, não achei ruim, mas também não é bom (e realmente poderia ser!).

É uma experiência cinematográfica cansativa, com excesso de detalhes inúteis (piadas bestas que quebram os momentos dramáticos e cenas longas para nos tornar sensíveis a tais momentos). Saí de lá com uma sensação de ter assistido uma mistura de Olga e Profissão de Risco (não que este último seja ruim, pelo contrário, acho que faltou ao Selton se inspirar na atuação do Johnny Deep).

Mas este post do Ilustrada no Cinema descreve muito melhor o que o filme é.

Não que concorde 100% com ele; ainda acho que vale a pena mas aconselho esperar sair em dvd.

Agora fiquei com uma dúvida, será que o livro é assim? Alguém já leu?

Clique aqui e veja como você pode ficar sabendo sempre que o Último Ato for atualizado.

Leia outros textos interessantes:
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google Bookmarks
  • email
  • TwitThis
  • diHITT

Deixe um Comentário

Todos os direitos Reservados. Termo de Uso