Minha resposta foi um não seguido de um sorriso amarelo. Como alguém que se disse apaixonado por literatura em todas as suas vertentes pode não ter lido algo de um dos mestres da espionagem internacional?
Tratei recuperar este meu déficit literário lendo logo dois dos principais livros dele: O Dia do Chacal e O Dossiê Odessa.
Este post trata sobre o primeiro.
A pergunta é: como pude ficar tanto tempo sem conhecer este escritor e seu dom de abordar o gênero?
O cara é bom: você começa a ler e não quer parar mais, chega a ficar ansioso e, no caso de O Dia do Chacal, torce para o anti-herói.
O livro trata de um momento peculiar na história: o ano é 1963 e a OAS francesa contrata um exímio assassino de rosto desconhecido para assassinar o General e líder da nação Charles De Gaulle.
A partir daí temos a descrição de todos os preparativos do frio e calculista Chacal (codinome do assassino) no planejamento e execução para dar fim ao projeto (parece até que o Chacal estudou metodologia de gestão de projetos tal a sua eficácia e precisão de métodos)
O pano de fundo é um show a parte: o Forsyth é extremamente detalhista quando a isso, viajando para os países e estudando profundamente o momento sócio-político-econômico da região que quer abordar.
O livro já teve duas versões para o cinema. Já vi as duas há muiitoooo tempo… A primeira delas é razoável (mas sem o mesmo feeling do livro, claro), a outra é com Bruce Willis e Richard Gere – a trama é levada para os EUA e a beleza do livro em tornar a ficção quase real é completamente perdida.
Para quem gosta de espionagem e tramas internacionais, com excelente contextualização e riqueza de detalhes geopolíticos vale muito a pena.
Há uma discussão entre os fãs para saber qual o melhor livro do Forsyth. Apesar de O Dia do Chacal ser o mais famoso (por causa dos filmes, inclusive), alguns preferem a O Dossiê Odessa e outros ainda mencionam o Cães de Guerra como o melhor.
Ainda não posso falar de Cães de Guerra mas entre O Dossiê Odessa e O Dia do Chacal, fico com o último principalmente pela excelente caracterização do anti-herói e por ser um livro narrado sob a sua perspectiva; ao contrário de O Dossiê Odessa que mantém o convencional “siga o herói despreparado e sortudo”.
Se você quiser ler uma descrição mais detalhada, eis um post interessante que encontrei.
Categorias: Literatura
Marcadores (Tags): análise, crítica
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O Dia do Chacal realmente é muuuuuuuito bom! Adorei este livro, realmente quando começamos a ler não paramos mais!
Abraços, e ótimo site!
Realmente, é bem legal. Estou para começar a ler algum outro do Forsyth, só não sei qual ainda!
Assim que ler algum novo, posto aqui!
Abraço!