Ontem fui ao cinema ver o filme sobre a história do casal Holly (Hillary Swank) e Gerry (Gerald Butler).
Admito que quando li a sinopse achei interessante:
“Mulher tenta superar a dor da morte do marido auxiliada por cartas deixadas por ele.”
Hmmm… Parecia bom, ainda mais com a Hilary Swank no elenco? Bom demais…
Confesso ainda que o início da produção me empolgou um pouco: uma discussão do casal, diálogo inteligente e diversão em boa medida…
Depois disso, o filme já corta para o velório do marido de Holly em um bar! É isso ai, ele pediu que o velório fosse em um botecão regado a tequila!!! Eita velório bão!
A partir daí a nossa amiga Holly começa a receber cartas misteriosas escritas pelo finado, dando dicas de como sobreviver ao “trauma” de sua morte. Eu coloco trauma entre aspas porque apesar de a cena inicial mostrar o amor entre os dois, da Holly viver o filme todo tendo lembranças e de várias tomadas “realçarem” a deprê da viúva, achei que não houve realmente um trauma, ou melhor, não consegui sentir isso. Tentar falar da morte e ser leve demais ao mesmo tempo tem os seus riscos, acho que acabei ficando na leveza, isto é, não consigo sentir a Holly tão mal assim por causa da morte do seu “bofe”. A atuação da Hilary não é das melhores (principalmente para quem já viu “Meninos não Choram”, por exemplo). O figura que morre até que é charmoso e cumpre o seu papel – de parecer o cara ideal que toda mulher sempre quis ter (vivo, é claro!).
Mas acredito que há um exagero de clichês, como por exemplo em uma personagem feminina (a Lisa Kudrow que não sabe o que faz para se livrar da “sua” Phoebe do Friends) agindo como se fosse um “troglodita-quero-catar-todas-as-mulheres-da-balada” e com um desfecho para lá de irritável para a mãe da viuvinha.
O filme engrena bem quando você começa a se imaginar naquele dia de chuva, vendo Sessão da Tarde e tirando uma soneca de vez em quando.
Enfim, uma comedinha romântica básica, boa para ver a dois (com certeza você vai prestar mais atenção na companhia!), principalmente se você anda vendo muita novela das oito.
Ahhh, em tempo, vocês notaram a “sacada” no nome do filme? P.S. – post script (no caso do cara é um post script literal), hã, hã? Genial! ;P
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