Um garoto, uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre de Bengala; todos náufragos em um barco salva-vidas.
A idéia do livro parece, no mínimo, estranha e seu final é tão surpreendente quanto esta idéia.
Piscine Molitor Patel, carinhosamente chamado de Pi é filho de um administrador de zoológico na Índia, que decide vender seus animais e mudar de país com sua família.
O navio em que cruzavam o Oceano Pacífico com destino ao Canadá, rumo a suas novas vidas afunda e logo se encontram salvos, num pequeno barco, os personagens principais da trama.
O menino precisa aprender a sobreviver ao mar, à fome, às intempéries do tempo e ainda, sobreviver aos animais que coabitam o bote.
Começa então uma história de crenças, vontade de viver, esperança e vitórias.
Com toda levada de um diário de bordo o narrador avisa logo no início: esta é uma história que faz acreditar na existência de Deus e nos faz pensar em quanto vale a vida e o quanto podemos lutar por ela.
Infelizmente, para manter a criatividade e o suspense do livro, este é o máximo que posso contar da história a vocês.
O livro de Yann Martel é um romance vencedor do Booker Prize de 2002 e chegou a ser considerado um plágio do livro do brasileiro Moacyr Scliar, MAX E OS FELINOS. Martel, aliás, admite que sua idéia teve como base, sim, a obra do brasileiro, mas nada mais que isso.
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TÍTULO: A vida de Pi
AUTOR: Yann Martel
EDITORA: Rocco
PÁGINAS: 356
Categorias: Literatura
Marcadores (Tags): A vida de Pi, livro, livros, Piscine, Yann Martel
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Mas esse livro não foi objeto de acusações de plágio contra o autor? Parece que o Moacyr Scliar escreveu uma história bem semelhante e há uns 2 anos atrás deu um bom rebú na imprensa…
João,
Foi exatamente este livro.
O “rebú” a que você se refere teve seu ápice depois que Martel ganhou o Booker Prize, em 2002.
Em Max e os Felinos, o brasileiro Moacyr Scliar narra a história de um rapaz que também passa por um naufrágio e divide um bote com uma pantera.
Yann Martel, depois da polêmica formada, disse nem mesmo ter lido o livro do brasileiro antes do prêmio e sim uma resenha num jornal sobre o texto do brasileiro e que isto lhe acendeu a “centelha criativa” a qual o canadense agradece a Scliar em seu livro.
O próprio escritor brasileiro chegou a declarar que não considerava A VIDA DE PI um plágio.