Eu nunca li nada do Paulo Coelho. Digo mais: nunca tive a menor vontade de ler. Posso ir além e dizer que jamais me interessei sequer por saber qual é o estilo literário dele. Posso até ir MAIS além… …mas vou parar por aqui.

Vendo ele no Fantástico no domingo retrasado eu fiquei pensando a respeito. Temos um brasileiro como um dos autores que mais vende livro no mundo inteiro na atualidade e nem isso eu considero um bom motivo para ler sua obra.

Mas nem precisei pensar muito para chegar no motivo de tamanho desinteresse. Sempre que vejo o Paulo Coelho me vem aquela imagem do ser superior, ou melhor, do seu que SE CONSIDERA superior. Eu não sei se sou eu ou vocês também pensam assim, mas ele parece não só se achar intelectualmente superior mas a minha impressão é que ele se considera um ser humano superior, ou melhor, algo superior a um ser humano.

Eu acabo ligando essa imagem àquelas pessoas que se consideram “cools”, que só vêem cinema iraniano, só ouvem jazz e coisas do tipo, e sempre penso que os livros dele são praticamente manuais de como se tornar um deles.

Mas eu decidi ME dar uma chance de ler Paulo Coelho… … mas não sei nem por onde começar e ainda não tenho um bom motivo para lê-lo.

Por isso eu preciso da sua ajuda.

Deixe um comentário me convencendo a ler Paulo Coelho dizendo porque eu devo ler e também por qual obra devo começar.

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14 Comentários sobre “Convença-me a ler Paulo Coelho”

  • Raphaella Reis comentou em 22 de agosto de 2008 às 04:57 :

    Desculpe, mas venho por meio deste comentário implorar que não faça isso com seu pobre cérebro.

    Sem mais.

  • Gustavo Ayres comentou em 22 de agosto de 2008 às 08:11 :

    Hahahah…
    Boa! Logo o primeiro comentário já me faz ficar mais longe de ler.
    Pelo jeito eu vou ficar mesmo sem os “ensinamentos” do “mago”.
    Vamos ver como serão os outros comentários…

  • Igor Gusmão comentou em 22 de agosto de 2008 às 10:04 :

    Engraçado como a sensação que vc tem sobre o comportamento do Paulo Coelho é a mesma que eu tenho quando converso com alguem que é “fã” dele. Ou seja, se é por falta de incentivo, lá vai: Não leia !

    []‘s

  • Alexandre Rivaben comentou em 22 de agosto de 2008 às 10:06 :

    Cara, eu tinha exatamente a mesma opinião que você e não tinha lido nada dele. Ele é o escritor mais traduzido do mundo, mais até do que Shakespeare, então resolvi também dar uma chance.

    Eu li “O Alquimista” e devo dizer que não achei ruim não. Não é nada extraordinário, a narração beira muitas vezes a infantilidade (alguns livros da antiga série Vaga-Lume são um pouco mais complexos rs). Mas não é ruimmmmmmmm.

    Eu até leria outros livros dele: são rápidos e cheios de conceitos morais/éticos, reflexões, etc, as vezes até nós faz parar para pensar…

    Se fossem livros longos eu não aconselharia mas como dá para ler em uma ou duas noites, eu acho que até vale a pena, mais para conhecer mesmo (mas não espere nada muito bom!).

  • Sisa comentou em 22 de agosto de 2008 às 11:01 :

    Que coincidência ler isso aqui justamente no dia que meu post no blog fala que eu perdi a fé na ABL depois que ele foi aceito como imortal.

    Olha, não gosto de Paulo Coelho. E não gosto com conhecimento de causa. Quando eu era adolescente eu li quase tudo que ele tinha publicado na época. Minha mãe já odiava, mesmo assim comprava os livros pra mim, mas também comprava outros pra me ajudar a formar uma opinião. Aos poucos percebi que mesmo os conceitos morais/ éticos (que o rapaz aí de cima lembrou bem) poderia sem mais aprofundados e trabalhados. Ou seja, na minha opinião, os livros dele são rasos. Se você quiser ler só pra passar tempo, a leitura é rápida e indolor. Tipo Sidney Sheldon, rs.

    Massss… eu sou da opinião que pra xingar, a gente tem que conhecer! Por isso que eu já li tanta porcaria na vida, pra ter direito de descer a lenha, hahah. Então eu recomendaria dois: Verônica decide morrer (o único que eu li depois da maioridade, rs). Um amigo recomendou, eu ri na cara dele, ele falou que era sério. Li e, embora não seja nenhuma obra prima da literatura, na época me deu o que pensar. E outro, que seja dos mais famosinhos. O que na época eu achei mais gostosinho de ler foi Brida.

  • Alexandre Rivaben comentou em 22 de agosto de 2008 às 11:49 :

    Olá Sisa, gostei da sua visão. Também gosto de conhecer para xingar! rs. Por isso também li, mas só li um até agora. Vou tentar ler o Veronika e o Brida.

    Tb acho que os conecitos morais/éticos são bem simplistas, superficiais mas já são um pouco melhores do que o Sidney Sheldon (que eu até gosto para passar o tempo!) rs.

  • Gustavo Ayres comentou em 22 de agosto de 2008 às 13:10 :

    Pelo jeito o “Não ler” ainda é a opção vencedora, hahaha.

    Sisa, eu também gosto de conhecer para xingar, mas nesse caso eu não posso nem xingar a escrita dele porque não consigo nem chegar a ela, hahahaha.
    Mas valeu pela dica. Acho que até agora, se for ler, vou começar por “Verônica decide morrer”.

  • Glauber comentou em 22 de agosto de 2008 às 19:56 :

    Brida seria uma boa indicação…eu gosto de Paulo Coelho (os livros mais antigos) porem existe autores muito melhores…

    abraço

  • Ricky Dbergh comentou em 22 de agosto de 2008 às 21:49 :

    Bom… Sei da fama que o Paulo Coelho tem por sua literatura quase que infantil, porém já li 4 obras dele.

    A primeira delas, ONZE MINUTOS, me cativou muito, pois a história é legal e trata o sexo de uma forma que não costumava ler… (claro! Algumas coisas sempre ficam a desejar!!!)

    Li O ALQUIMISTA, VERONICA DECIDE MORRER e O DEMONIO DE SANTA PRIME (axo que escreve assim! rs)… E gostei até…

    Acho que você deve ler sim PAULO COELHO, pois não dá pra opinar sem nunca ter lido (como faz a maioria das pessoas!)…

    Leia Onze minutos… (tenho em PDF se quiser)… e tire suas conclusões!

    abraços!
    Marco (Ricky)

  • Gustavo Ayres comentou em 23 de agosto de 2008 às 11:44 :

    Obrigado Glauber e Ricky pelo comentário.
    Mas ainda não me convenci a ler algum livro. A idéia de ler para poder criticar não me agrada. Prefiro continuar sem dar uma opinião sobre o assunto e dedicar meu tempo de leitura a outros autores que gostaria de conhecer melhor como Ian McEwan ou até mesmo alguns autores antigos mais famosos que não tive a oportunidade de me aprofundar.
    Vamos ver se nos próximos dias aparece alguém com um bom motivo.
    Você conhece alguém que AME Paulo Coelho? Peça a ele que venha aqui deixar a opinião.

  • Enio Roberto d'Avila comentou em 24 de janeiro de 2009 às 01:27 :

    O lançamento de O Zahir foi reportagem de capa de Época, Isto É e Veja. Na época assinava Época e veio nela encartado o primeiro capítulo. Como não me custou nada, resolvi lê-lo. Já na primeira página soltei vários “êpa!”, dois ou três “ué?” e não sei quantos “não é possível!”. Quando percebi que a coisa não tinha consistência, estilo, ritmo, e era ruim e pobre em todos os sentidos, passei a, digamos, tentar corrigir o texto. E foi aí que encontrei o motivo para ler Paulo Coelho: é um passatempo idêntico (ou até melhor) que caça-palavras, palavras cruzadas e coisas que tais. E é engraçado, muito engraçado. Primeiro anotei as palavras repetidas. “Que” aparece com uma frequência espantosa: 6 na primeira página, 12 nas segunda e terceira, e assim por diante. O recorde foram 16 “que” em uma só página. As variantes de “que” – “já que” e “sempre que” – também são repetidas algumas várias vezes. Ele gosta também de “terminamos” (“terminamos na cama…, terminamos tomando chocolate…). Pelo que pude perceber, a trama (trama?) se desenrola a partir do desaparecimento do personagem principal, a mulher dele, Paulo Coelho, que é ele mesmo no papel de Paulo Coelho, “escritor incompreendido, desprezado pela crítica…”. O fato é que Esther some em companhia de um rapaz que o escritor diz ter “aproximadamente 23 ou 25 anos” (ele queria dizer entre 23 e 25 anos. Aproximadamente 23 ou 25 dá a idade exata, 24). A mulher é um fenômeno, com apenas 30 anos já abocanhou dois prêmios internacionais de jornalismo como correspondente de guerra, e havia voltado recentemente do Iraque para a França fugindo de uma guerra que estava por começar. Ué? É correspondente de guerra, tem dois prêmios internacionais de jornalismo e foge das guerras! Este é apenas um exemplo das várias e variadas idiotices espalhadas pelo tal primeiro capítulo. Tenho andado pelos sebos. Se algum dia encontrar O Zahir ao preço de até R$1,00, vou comprar e continuar destrinchando Paulo Coelho. Envergonhado, confesso: gostei e recomendo.

  • Gustavo Ayres comentou em 25 de janeiro de 2009 às 21:42 :

    Nossa Enio, eu já estava convencido a não ler pelos outros comentários que foram feitos aqui, mas o seu enterrou por completo o último fio de esperança.
    Apesar de ter entendido a sua “diversão”, eu passo, hahahaha.

    Obrigado pelo seu comentário.

  • Geovany comentou em 27 de março de 2009 às 02:12 :

    Cara, a minha experiência de vida é moldada pelos livros que li sobre Paulo Coelho. Gosto de todos os que eu li. Como minha história com ele começou em 1990 (yes, long times ago…)Não sei como as pesoas começam a se interessar pelo que ele escreve e pela pessoa dele no mundo atual?.Obrigado.

  • Gustavo Ayres comentou em 27 de março de 2009 às 08:34 :

    Olá Geovany,

    seu comentário foi o primeiro favorável ao autor [o que eu realmente acho bem estranho devido a quantidade de fãs que ele tem].
    Confesso que com todos os comentários contra ainda não me convenci a sequer pegar algum livro emprestado.

    Mas obrigado mesmo assim.

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