Não é segredo para ninguém que sou fã de “Cidade de Deus” e que gostei muito do “Tropa de Elite”. Mas, Deus do céu, depois destes (principalmente depois do primeiro), o cinema nacional assumiu de vez um falsa crença que, para dar certo, precisa ser sempre um “cinema verdade”. Muitas “super-produções” posteriores mantiveram essa receita de bolo, tentando se alavancar no sucesso de seus antecessores.

Este ano ouvi muito a seguinte frase de amigos e conhecidos: “Você já viu Última Parada 174? É o novo Tropa…”

Sim. Eu vi o último filme clichê do gênero e achei muito fraco – alguns até reclamaram por ele estar fora da disputa ao Oscar, ora, é um filme medíocre, nem merecia ter sido levado adiante (digo isso mas sei que para a Academia também é necessário politicagem e bons contatos, propaganda, prestígio, atributos que o Bruno Barreto tem de sobra).

Apesar de ainda termos essa idéia (de que só filmes sobre a violência da cidade grande são dignos do cinema nacional) “arraigada” em nossas mentes, ainda há esperança! Prova disso são os recordes de bilheteria do “E se eu fosse você… 2″ do final do ano. Claro, esta aí mais um clichê (da inversão de papéis seja ela no sexo ou na idade dos protagonistas). Mas é uma esperança de que podemos sim produzir muito mais do que favelas e tiros. Podemos produzir filmes cultos e elegantes como “O Cheiro do Ralo” e “Estomago”, podemos gerar blockbusters como o sucesso de Tony Ramos e Glória Pires que eu já citei. Podemos muito mais!

E o ano de 2008 provou isso. Para mim, dois filmes simbolizaram (e bem!) o que somos capazes de fazer: “Os Desafinados” e “Romance”.

Deixo o trailer de “Romance” para uma reflexão: podemos ou não podemos ser melhores do que o nosso “cine-pobreza” dos últimos anos?

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5 Comentários sobre “O Melhor de 2008 – 4o Lugar: “O ‘Novo’ Cinema Nacional””

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